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Miguel Unamuno

domingo, 19 de agosto de 2012

Pirilampo da Luz Dourada


A Lenda do Pirilampo da Luz Dourada    

Por Rogério Silvério de Farias, o poeta das sombras do Sul.

      O pirilampo vivia a espalhar sua luz nas trevas da noite do mundo, através de suas canções e poemas. Bonitinho, o pirilampo também cantava sonhos de amor; apaixonara-se por uma cigarra, numa arvorezinha do Cerrado.

      Todo aquele que voa livre e espalha sua luz, é odiado. Assim sendo, o pequeno pirilampo passou a ser odiado por um marimbondo malvado, cujo ferrão venenoso era temido por todos. E, além disso, patético, o marimbondo fazia versos sem valor para a cigarra, e invejava o voo luminoso do pirilampo.

     Mas não foi à toa que Deus, em sua infinita sabedoria, pôs luz no pirilampo. Com sua pequena e humilde luzinha ele iluminava, através de sua poesia, o caminho dos que vagam na noite, solitários.

     De tanto tentar dar ferroadas no pirilampo, que voava alto em sua própria luz, o malvado marimbondo acabou exausto, morrendo com seu próprio veneno, e além disso, a cigarra, que era inteligente, viu que o marimbondo não era carismático, era azedo, isto sim.

      E então, juntos na luz do amor, o pirilampo e a cigarra voaram felizes para sempre nas asas da felicidade.

Moral da história: o maledicente padece e morre sozinho na escuridão de seu próprio veneno.

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