SEJAM BEM VINDOS!






Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da vida aperfeiçoa-nos e enriquece-nos, não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos
revela de nós mesmos.


Miguel Unamuno

sábado, 13 de abril de 2013

EMAI - 5º Ano
EMAI - 4º Ano
EMAI - 3º Ano
EMAI - 2º Ano
EMAI - 1º Ano

Fábulas

A ROSA E A BORBOLETA

Uma vez, uma borboleta se apaixonou por uma linda rosa. A rosa ficou comovida,
pois o pó das asas da borboleta formava um maravilhoso desenho em ouro e prata.  Assim, quando a borboleta se aproximou, voando, da rosa e
disse que a amava, a rosa ficou coradinha e aceitou o namoro. Depois de um longo noivado e muitas promessas de fidelidade, a borboleta deixou sua amada rosa. Mas, ó desgraça! A borboleta só voltou um tempo depois.
— É isso que você chama de fidelidade? – choramingou a rosa. – Faz séculos
que você partiu, e, além disso, você passa o tempo de namoro com todos os
tipos de flores. Vi quando você beijou dona Gerânio, vi quando você deu voltinhas
na dona Margarida até que dona Abelha chegou e expulsou você... Pena que ela não lhe deu uma boa ferroada!
— Fidelidade!? – riu a borboleta. – Assim que me afastei, vi o senhor Vento
beijando você. Depois você deu o maior escândalo com o senhor Zangão e ficou dando trela para todo besourinho que passava por aqui. E ainda vem me
falar em fidelidade!
Moral: Não espere fidelidade dos outros se não for fiel também.

(Ash, Russell; Higton, Bernard (Comp.). Fábulas de Esopo. Tradução de Heloisa Jahn.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1990. p. 86.)

Fábulas

O MENINO QUE MENTIA

Um pastor costumava levar seu rebanho para fora da aldeia. Um dia resolveu
pregar uma peça nos vizinhos.
— Um lobo! Um lobo! Socorro! Ele vai comer minhas ovelhas!
Os vizinhos largaram o trabalho e saíram correndo para o campo para socorrer
o menino. Mas encontraram-no às gargalhadas. Não havia lobo nenhum.
Ainda outra vez ele fez a mesma brincadeira e todos vieram ajudar. E ele caçoou de todos.
Mas um dia o lobo apareceu de fato e começou a atacar as ovelhas. Morrendo
de medo, o menino saiu correndo.
— Um lobo! Um lobo! Socorro!
Os vizinhos ouviram, mas acharam que era caçoada.
Ninguém socorreu, e o pastor perdeu todo o rebanho.
Moral: Ninguém acredita quando o mentiroso fala a verdade.

(Bennett, William. Livro das virtudes para crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1977.)

Fábulas

A CIGARRA E A FORMIGA

A cigarra, sem pensar
em guardar,
a cantar passou o verão.
Eis que chega o inverno, e então,
sem provisão na despensa,
como saída ela pensa
em recorrer a uma amiga:
sua vizinha, a formiga,
pedindo a ela, emprestado,
algum grão, qualquer bocado,
até o bom tempo voltar.
“Antes de agosto chegar,
pode estar certa a Senhora:
pago com juros, sem mora.”
Obsequiosa, certamente,
a formiga não seria.
“Que fizeste até outro dia?”
“Eu cantava, sim Senhora,
noite e dia sem tristeza.”
“Tu cantavas? Que beleza!
Muito bem: pois dança, agora...”

(La Fontaine, Jean de. Fábulas de La Fontaine. Tradução de Milton Amado e Eugênio
Amado. Belo Horizonte: Villa Rica Editoras Reunidas Ltda., 1992. v. I, p. 743-744.)

Sugestão de Atividade de Matemática para o 5º Ano: