SEJAM BEM VINDOS!






Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da vida aperfeiçoa-nos e enriquece-nos, não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos
revela de nós mesmos.


Miguel Unamuno

sábado, 13 de abril de 2013

Fábulas

A ROSA E A BORBOLETA

Uma vez, uma borboleta se apaixonou por uma linda rosa. A rosa ficou comovida,
pois o pó das asas da borboleta formava um maravilhoso desenho em ouro e prata.  Assim, quando a borboleta se aproximou, voando, da rosa e
disse que a amava, a rosa ficou coradinha e aceitou o namoro. Depois de um longo noivado e muitas promessas de fidelidade, a borboleta deixou sua amada rosa. Mas, ó desgraça! A borboleta só voltou um tempo depois.
— É isso que você chama de fidelidade? – choramingou a rosa. – Faz séculos
que você partiu, e, além disso, você passa o tempo de namoro com todos os
tipos de flores. Vi quando você beijou dona Gerânio, vi quando você deu voltinhas
na dona Margarida até que dona Abelha chegou e expulsou você... Pena que ela não lhe deu uma boa ferroada!
— Fidelidade!? – riu a borboleta. – Assim que me afastei, vi o senhor Vento
beijando você. Depois você deu o maior escândalo com o senhor Zangão e ficou dando trela para todo besourinho que passava por aqui. E ainda vem me
falar em fidelidade!
Moral: Não espere fidelidade dos outros se não for fiel também.

(Ash, Russell; Higton, Bernard (Comp.). Fábulas de Esopo. Tradução de Heloisa Jahn.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1990. p. 86.)

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